terça-feira, outubro 28, 2008

“Let’s get lost…”

O vinho quente, seco, barato, lentamente dissipado, ardil de tão fácil, misterioso de tão cruel… esse, aquele que me escorre em tabernas donas do meu coração. Aí salvação… faz-me não regressar; aquece-me a alma já tão fria, tão imunda; salva-me de mim, dos silêncios, das abundâncias de passado e futuro, perpetua-me o presente ou um sentimento dum qualquer poema...

O vinho, água física, derrama-se em versos da minha alma, sufoca-me o ‘pensar’, e por instantes permaneço eterno no presente. Fecho os olhos e penso (sarjetas de mijo...?). Fecho os olhos e sinto! E sinto…

São horas de caminhar e caminho! ... “só eu sei ver o sol nascer”


' - Não é arrogância, não, somos imortais porque não temos onde cair mortos'
- Bilac (Antônio Callado)

quinta-feira, outubro 16, 2008

Porque te fujo eu?*

Vi-te! E fico-me por aí… (um eterno beijo na mão!)
Vi-te…
Espero que sim… Sou o pior de todos e faço-o no meu melhor. Sou parte duma escuridão que nunca se abate, mas para que sempre caminho, Isto é sempre caminho para lado nenhum, e tropeço em nada, em nada!? Sou nada e pouco mais posso ser! Tropeço-me… Que mais poderia? Onde estás quando estaria? Quando estou? Quando sou! Quando poderia?

“De que foges quando o dia nasce?” – perguntam-me os dançarinos do mar, os pescadores de horizontes - permaneço em silêncio, sempre o farei…

Um barco divide a ponte, eu seguro-me e canto para o oceano vazio! Mergulho. Flutuo entre ‘margens filosoficamente juntas, mas fisicamente dispersas’… e uma garrafa que trépida e surrealmente se vê desvanecer livre, livre como eu! Hasta siempre!
Vi-te…e tu porque foges?/* _ _ _ _ _ (o sol ergue-se…)