quarta-feira, junho 17, 2009

Vento, Dá-me mais um verso nem que num mais beijo?


Estou atrasado para lado nenhum, (…) lentamente caminho para um qualquer novo luar, certo apenas d’ meu atraso… a luz acende-se tarde, devagar como eu; inexoravelmente a vida escorre-me por entre os solitários dedos de sonhador como borboletas da minha mente...
Sim, alimento-me de sonhos que sonhei, doutros talvez reais; não distingo a realidade… porque o faria se é do irreal que mato a fome de ser e ver…de ser sem o ver.

Vertem-se-me lágrimas e poemas. Os pesadelos desmaiam e tornam-se versos, uma barriga cresce… talvez o ópio tivesse razão, talvez fosse ele a razão …ou questão… E voou (…) Diz-me, poderia o sol nascer ou renascer, noite após noite...sem mim aqui?

E são? Versos de Solidão? … quando tudo o que eu quero é: ... poesia…

“I'm on the corner, waiting for a light to come on”