Colocar... em verbos de vaguear.
O tempo flui como borboletas dançam. Meu Oriente
distante. Não mais existe queimar dos papéis, dos livros. O isqueiro fica por acender,
o divino fica por ser, por arder efémero. O sol navega ou caminha, o cruel
conquistador de novos mundos, do oriente – sou uno de mim e demente do resto;
Eu prisioneiro de mim, preso de mim, livre de mim: o
eterno fugitivo, sufoco silencioso - se o silêncio de um grito cai… cairia aqui…
E sinto… sinto como déspota de um só coração…
Não minto, guardo-a junto as chaves de mil e uma
portas por abrir, por admirar, por fazer sorrir. Porém, caminho com o lua como
sol ou norte. A constante constância
da mudança desterra-me a alma – medo de viver, de errar…
Ser virgem e ambicionar o eterno. Ser chuva e
desejar o toque do mar, caminho devagar… quando chegar?
