sexta-feira, julho 07, 2006

Pra Pilar (já não lhe lembra porquê...)

“Naquele tempo eu era um tipo perseguido pelas recordações. Sempre tinha sido e não sabia como me havia de ver livre das recordações para conseguir viver sossegado.
Ainda não aprendi. E suspeito que nunca hei-de aprender. Mas pelo menos já sei uma coisa preciosa: é impossível fugir às recordações porque é impossivel fugir a memória. É impossível desprender-se do que amou.
Tudo isso continuará sempre ligado à pessoa. Toda a gente deseja ardentemente refazer o que é bom na vida como esquecer e destruir a memória do que é mau. Apagar as perversidades que cometemos, desfazer a recordação das pessoas que nos fizeram mal, riscar as tristezas e as épocas de infelicidade.
É totalmente humano, então, ser melancólico e a única solução é aprender a viver com a nostalgia. Sorte nossa, a nostalgia pode passar de qualquer coisa de depressivo e de triste a uma pequena chispa que nos dispara para a novidade, entregando-nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas que será diferente. E isso é o que todos nós procuramos todos os dias: não desperdiçar em saudades a nossa vida, encontrar alguem, entregar-nos um pouco, evitar a rotina, gozar o nosso quinhão da festa.”
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Pedro Juan Gutiérrez in Trilogia suja de Havana

sábado, julho 01, 2006

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“Ganja babe my sweet ganja babe,
I love tha way ya love me and the way ya misbehavin'
ganja babe my sweet ganja babe
come wake body-ody take my mind away”