domingo, julho 17, 2005

Sempre te amei, o descobri senão hoje então ontem. Desconheço, porventura, os motivos, de te ter sonhado em todos os sonhos por mim sonhados...ao certo, desconheço as formas que toma o destino, ou sua inexistência, mas te sonhei. Foste “sonho”, e aqui nesta realidade de todos os presentes me lembro, ainda, de ti...
Há muito julgara ter esquecido como sorrir... há muito me esquecera de me achar!...há muito não era senão lembrança vã... E nas danças voláteis de me recordar e de ser quem realmente sou... te fiz a eterna definição de mim, que à muito procurei e à muito deixei de procurar...
Quanto tempo durará este sentimento que me faço pensar?... (Quantos batimentos me custará) Como gostava de ser deus, senão Epicuro, então Baco...para assim tornar este efémero momento...na mais eterna das eternidades... não por te ter como minha...mas por me saber teu.

relatividade do relativo

De quantas realidades se fez a verdade, de quantas mentiras se fez a ilusão?... Tudo é relativo, até a própria relatividade é relativa, haja verdade ou não, haja ilusão ou desilusão – o sei hoje, o soube quando ficava acordado e era já noite, o saberei amanhã aquando adormecido!....
A minha verdade, não é a verdade! não existe verdade! é esta a verdade! da realidade da ilusão ou da ilusão da realidade... E sempre a mesma desculpa ecoa, por entre as palavras sábias! De quem se fez sábio na sua ignorância! “ Tua verdade não é minha verdade!”... a verdade não é pertença!... No entanto, não fujo, não me refugio por entre os caminhos batidos já sem vida! já sem erva por fumar! ... vou livre por entre a relva! Por entre a frescura e loucura da perdição das selvas!...pelas estradas esfumadas sem destino!... tomo, pois, certas verdades como existentes!... ainda que as saiba inexistentes!
Me faço deus, sim! (Mas não a razão divinal!) Me faço louco! ...mas que importa? Que seja eu um mais iludido? (o qual sei ser) ... Que importa? que me faça eu um pedaço do nada se tudo é mentira? quem mais existe diferente de mim ainda que silencioso? Que importa?.

Tu (Sufoco interior...)

Nos poços de ti, vejo-me cair e por mais que suba, regresso...plano divinal ou mero divertimento dum ente superior...