domingo, setembro 04, 2016

‘Deus ficou Confúcio’!


Deus ficou no desemprego

"one, two..." - devagar fujo.

free... vamos.
sou dono de infimas  palavras! sem fim. ... escrevi até ao amanhecer.... definir um verbo é complexo.. ainda que com alma... (de la soul - drawn....)

one, two...

 http://youtubeonrepeat.com/watch/?v=umdFFR9XVpE&from=202



"Sobre cada acontecimento da atualidade derramava-se uma torrente de frases diligentes, e a apresentação, a triagem e a formulação de todas essas informações traziai inconfundivelmente a marca do feito à pressa e irresponsável do fabrico em série.
(…)
Realizavam-se também conferencias e devemos falar também brevemente desta espécie, algo distinta, de folhetins. Além dos artigos, era imposto, tanto por especialistas como por aventureiros intelectuais, aos cidadãos desse tempo, ainda muito apegados ao conceito de cultura mas cidadãos desse tempo, ainda muito apegados ao conceito de cultura mas desprovido do seu antigo significado de discursos solenes proferidos em ocasiões especiais, mas eram também objetos da concorrência mais selvagem e em quantidades quase inconcebíveis- o habitante duma cidade de tamanho médio ou a sua mulher podiam ouvir, mais ou menos uma vez por semana (nas grandes cidades, quase todas as noites), conferencias em que os instruíam teoricamente sobre qualquer tema – sobre obras de arte, poetas, sábios, investigadores, viagens - , conferencias estas onde o ouvinte permanecia puramente passivo e que pressupunham tacitamente uma relação qualquer do ouvinte com o conteúdo, uma formação anterior e uma certa preparação e recetividade, o que na maior parte dos casos não era satisfeito.
(…)
Mas por mais fácil que seja situar harmoniosamente e judiciosamente na História universal quaisquer posições do passado, o presente, seja ele qual for, é incapaz de situar-se a si mesmo, de modo que, com o abaixamento até um nível modestíssimo das exigências e das realizações intelectuais, grassaram nessa época uma insegurança e um desespero terríveis, precisamente entre os intelectuais. De facto, acabava-se de descobrir (uma descoberta já pressentida aqui e ali desde Nietzsche) quem com o fim da juventude e do período criador da nossa cultura, esta entrava na velhice e no crepúsculo e, com esta realidade por todos sentida e que angustiantes da época: a sinistra mecanização da vida, o profundo abaixamento da moral, a falta de fé dos povos, a falta de autenticidade da arte.”

            Hermann Hesse in O jogo das contas de Vidro



what? made it to the end?