Quadros.
De repente…alfaiates comem botões, esfomeados satisfazem a ira de tantas serem as cores de preços incertos. Mulheres nuas correm, fogem. A divina lâmpada cai no vácuo (tudo escurece), as nuvens à muito ameaçavam – aqueles que atentos, sabiam-no. As fogueiras da cidade recomeçam a respirar.
Assim, lágrimas apaixonadas invadem almas de gentes desprevenidas, e vendedores ambulantes queimam estradas com cigarrilhas baratas…
Botas gastas escorregam; o quadro sempre caí, parte-se – a rua alaga-se de aguarelas pobres, um todo ofegar de cores sem sentido – mas ainda assim o pregador mantém-se hirto: “é o fim, rezem. É o fim…”. Porém, alguém à distancia ri, caminha devagar; outro um pouco mais afastado culpa o governo. Chapéus voam, fazem-se livres, ateus do novo dia que teima em não urgir.
O fogo esmorece, os falsos soís desvanecem-se – tudo escurece (escurece o escurecer!) – A valeta conspurcada afoga-se e pouco tarda para as caravelas chegarem…
A questão forma-se: «Quem sou eu?»
Pista:
“Still, I’ll be always laughing like a clown”
Assim, lágrimas apaixonadas invadem almas de gentes desprevenidas, e vendedores ambulantes queimam estradas com cigarrilhas baratas…
Botas gastas escorregam; o quadro sempre caí, parte-se – a rua alaga-se de aguarelas pobres, um todo ofegar de cores sem sentido – mas ainda assim o pregador mantém-se hirto: “é o fim, rezem. É o fim…”. Porém, alguém à distancia ri, caminha devagar; outro um pouco mais afastado culpa o governo. Chapéus voam, fazem-se livres, ateus do novo dia que teima em não urgir.
O fogo esmorece, os falsos soís desvanecem-se – tudo escurece (escurece o escurecer!) – A valeta conspurcada afoga-se e pouco tarda para as caravelas chegarem…
A questão forma-se: «Quem sou eu?»
Pista:
“Still, I’ll be always laughing like a clown”
B. M.
Porque não?
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“Gosto de dizer que sim. Dizer que sim é querer resolver problemas, é seguir em frente, é lançar-se sem medo, rejeitar as amarras da auto-preservação. Sim, gosto de fazer planos e projectos, gosto de imaginá-los concretizados. Não gosto de dizer que não. (...) Eu digo sempre que sim. E em cada uma dessa vezes, quero ser surpreendido. É isso que espero.”
José Luis Peixoto em “Hoje não”
