Duplamente ‘Ambicionar’
‘ ’ do Lat. Ambitione, desejar com veemência, cobiçar, apetecer
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“Os pardais
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A manhã de Santiago está enevoada de branco e cinza, como envolta em algodão. Todos foram à missa. Nós ficamos no jardim – os pardais, Platero e eu.
Os pardais! Sob as nuvens redondas que, às vezes, chovem umas gotas finas, como eles entram e saem da trepadeira como chilreiam, como se tocam com os bicos! Este cai sobre um ramo, ergue-se e deixa-o a balouçar; o outro bebe num pequeno charco do parapeito do poço, que tem em si um pedaço do céu; aquele saltou o telhado cheio de flores quase secas, que o dia cinzento aviva.
Benditos pássaros, sem festa fixa! Com a livre monotonia do natural, do verdadeiro, os sinos nada lhes dizem a não ser uma vaga felicidade. Contentes, sem fatais obrigações, sem esses olimpos nem esses avernos que extasiam ou amedrontam os pobres homens escravizados, sem mais moral do que a sua, são meus irmão, meus doces irmãos.
Viajam sem dinheiro e sem bagagem; mudam de casa quando lhes apetece; suspeitam um regato, pressentem uma folhagem, e têm só que abrir as asas para conseguir a felicidade; ignoram as segundas-feiras e os sábados, banham-se em qualquer parte a cada momento; amam o amor sem nome, a amada universal.
E quando os homens, os pobres homens!, vão à missa, aos domingos, eles, num alegre exemplo, vêm, de súbito, com a sua algaraviada fresca e jovial, para o jardim das casas fechadas, em que um poeta, que já conhecem bem, e um burrico terno, os contemplam, fraternais.”
Juan Ramón Jimenez – in ‘Platero e Eu’
“I'm ready for the world or at least I thought I was“ (DMX) guess not! Porém ambiciono... Let me see. will I find u?!
“Os pardais
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A manhã de Santiago está enevoada de branco e cinza, como envolta em algodão. Todos foram à missa. Nós ficamos no jardim – os pardais, Platero e eu.
Os pardais! Sob as nuvens redondas que, às vezes, chovem umas gotas finas, como eles entram e saem da trepadeira como chilreiam, como se tocam com os bicos! Este cai sobre um ramo, ergue-se e deixa-o a balouçar; o outro bebe num pequeno charco do parapeito do poço, que tem em si um pedaço do céu; aquele saltou o telhado cheio de flores quase secas, que o dia cinzento aviva.
Benditos pássaros, sem festa fixa! Com a livre monotonia do natural, do verdadeiro, os sinos nada lhes dizem a não ser uma vaga felicidade. Contentes, sem fatais obrigações, sem esses olimpos nem esses avernos que extasiam ou amedrontam os pobres homens escravizados, sem mais moral do que a sua, são meus irmão, meus doces irmãos.
Viajam sem dinheiro e sem bagagem; mudam de casa quando lhes apetece; suspeitam um regato, pressentem uma folhagem, e têm só que abrir as asas para conseguir a felicidade; ignoram as segundas-feiras e os sábados, banham-se em qualquer parte a cada momento; amam o amor sem nome, a amada universal.
E quando os homens, os pobres homens!, vão à missa, aos domingos, eles, num alegre exemplo, vêm, de súbito, com a sua algaraviada fresca e jovial, para o jardim das casas fechadas, em que um poeta, que já conhecem bem, e um burrico terno, os contemplam, fraternais.”
Juan Ramón Jimenez – in ‘Platero e Eu’
“I'm ready for the world or at least I thought I was“ (DMX) guess not! Porém ambiciono... Let me see. will I find u?!
