Um Pedaço de chão que antes pisei e fui… e “ontem roubei”.
“O que é isso?” – pergunta ele, parvo e descrente ... Um copo meio cheio, o dele, o dono da casa. Outro já vazio, o meu, cheio de recordações! ... Inocente e parvo desconhece o poder duma memória...Daquilo que verdadeiramente acabamos sempre por ter e ser... daquilo que honestamente podemos dizer ser nosso.
Um Roubo - sou inocente... - Invadi e roubei um pouco de mim (um pedaço de chão...), do Eu “melhor”. Construi... construi presentes a partir de passados que à muito abandonei... Abandonei-me até a mim e gostava ainda de ser pequeno. Pequeno o suficiente para ficar dois andares abaixo! Pequeno o suficiente para passar o túnel? aquele, o meu, o que disse sempre passar, ano após ano! serei?
Posso voltar? Só durante um pouco mais? Talvez num mais copo? Odeio-te-me…
Um Roubo - sou inocente... - Invadi e roubei um pouco de mim (um pedaço de chão...), do Eu “melhor”. Construi... construi presentes a partir de passados que à muito abandonei... Abandonei-me até a mim e gostava ainda de ser pequeno. Pequeno o suficiente para ficar dois andares abaixo! Pequeno o suficiente para passar o túnel? aquele, o meu, o que disse sempre passar, ano após ano! serei?
Posso voltar? Só durante um pouco mais? Talvez num mais copo? Odeio-te-me…
... Tens de ir, memória…? Um dia, num dia de outro dia explicas?. Tenho EU de ir também? Posso ir comigo e ficar aí no passado? poderia?
