sábado, junho 18, 2011

Sou mentiroso e nisso não me iludo. Minto-me a cada verso, a cada olhar, a cada sua desnuda lágrima. Digo procurar sentir: escrevo não sentir para assim mais profundo cair no seu abismo, poço de vida. Grito com esta falsa honestidade de que me digo ser digno Rei.

A verdade destoa este navio sem porto. E se me deito cedo – acordo com e sem ti. (Ser verão e amar o inverno…) Ter como estrela Polaris toda e qualquer estrela cadente, e assim ir ao sabor do mar, do vento…

...doce tragédia de Ser eu rei de mim sem nunca me pertencer! – Divido o que sobra e dou-me ao tudo! Não tenho escuridão nesta solidão que me diga adeus.

Sou o imperador da espera! Porém o sol sempre emerge…


Goodbye.


“Why do you sing at me at all…”