Tempo circular...
(...) É dia! Bocejo violento, devoro a realidade que se avizinha. Já é dia?! Liberto um sorriso. Prazer de renascer. Ser fénix ou seu oposto. Ser eu outro, se eu mesmo. No entanto, um todo novo raiar se anoitece! Tudo caminha para o fim. Tudo, nunca o foi na realidade. Porém, eu! desperto no sonho agora irreal, revejo os reflexos, sem nexo, de quem em mim adormeceu para nunca mais acordar! Verdade seja não existe mentira senão aquela em que acordo (onde tudo é mera discrepância entre um ofuscante surrealismo e um profundo ateísmo.)
As sombras vão-se estranhamente movendo. O tempo é um caminho circular que sempre brota duma oscilação dum sol poeticamente eterno.
Estranhamente é dia, ainda. O raiar perdido há muito mo canta. As nuvens se fazem fugidas, noutros outros lugares que não estes outros. Abro a janela, deixo-me entrar. 0 tempo vai fluindo pela brisa que desliza na sombra dum meu pensamento, ainda por sentir. E sem saber, da noite que aguardo e me faz viver, fecho os olhos, sem pensar um qualquer sentimento senão o de iludido viver! Quando os abrir, já será, então, a noite que ambiciono!?...
As sombras vão-se estranhamente movendo. O tempo é um caminho circular que sempre brota duma oscilação dum sol poeticamente eterno.
Estranhamente é dia, ainda. O raiar perdido há muito mo canta. As nuvens se fazem fugidas, noutros outros lugares que não estes outros. Abro a janela, deixo-me entrar. 0 tempo vai fluindo pela brisa que desliza na sombra dum meu pensamento, ainda por sentir. E sem saber, da noite que aguardo e me faz viver, fecho os olhos, sem pensar um qualquer sentimento senão o de iludido viver! Quando os abrir, já será, então, a noite que ambiciono!?...
Surge o sol!... É dia! Bocejo violento (...)

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