sábado, setembro 16, 2017

A paz (que ambicionas) ser-te-á demasiada guerra...

A destreza de um caderno manuscrito, pessoal, intrinsecamente rabiscado, transparece a inveja que sentes. Rrecordações da avidez do que já foste, de quanto já sentiste. Versos e contra-versos de ecos por serem escritos, refeitos, subjugados à sintomática carência do tempo. Sentimentos que perduravam num cinzeiro transcendente, como esse teu prolongar de dor pela incapacidade de definires o amar, a alma… sufocos que te quebravam enquanto sentias de olhos abertos.

Foste, És ou apenas Serás memória vagabunda do que quiseste? Dormência: Desertos de opacidade em corações embondeiros... desde o naufrágio porque não emergem as cartas? Quanta escrita ficou mentalmente esbatida e jamais transcrita para tinta? De quanto silêncio precisa a paz?

…deslarga-me de mim – distante de si compreende que apenas depreende a surrealidade por ter estado tão próximo de si, morrer e renascer em si, horas e horas sem fim e afins… Apreensão de dormência poética: subterfúgios de solidão.

“Let’s just get high enough to see our problems”
The national