quarta-feira, junho 03, 2020

Antagonismos de escrita…



Faz quanto tempo? Os confinados sem escrever? letras confinadas a um desespero de tranquilidade...

O tempo exaspera e o trabalha espairece. Arrumações de alma, de mobiliário e memórias… como sempre preferes organizar o passado a preparar o futuro… não foges porque já  não corres como antigamente, nem os motivos te afogam…

A paz do presente concilia-se com a aceitação do passado, das curvas e contracurvas tomadas. Da sua existência pacifica, da sua redução a um canto, duas/três caixas que guardo orgulhosamente consciente dos seus caminhos, das minhas letras imperceptíveis e um par de incógnitos que o tempo já não resolverá!….

Será a resposta para a existência a paz interior? a serenidade de aceitação? a consciencialização de imperfeição, do let go do passado, ou da divina sujeição ao desconhecimento?

A existência, no seu âmago e essência, é a sua e minha respiração… ninguém respirará por ... mas quando a existência é combate de ti?