Antagonismos de escrita…
Faz quanto tempo? Os confinados sem
escrever? letras confinadas a um desespero de tranquilidade...
O tempo exaspera e o trabalha espairece.
Arrumações de alma, de mobiliário e memórias… como sempre preferes organizar o passado a
preparar o futuro… não foges porque já
não corres como antigamente, nem os motivos te afogam…
A paz do presente concilia-se com
a aceitação do passado, das curvas e contracurvas tomadas. Da sua existência
pacifica, da sua redução a um canto, duas/três caixas que guardo orgulhosamente consciente dos seus
caminhos, das minhas letras imperceptíveis e um par de incógnitos que o tempo já não resolverá!….
Será a resposta para a existência
a paz interior? a serenidade de aceitação? a consciencialização de imperfeição, do let go do passado, ou da divina sujeição ao desconhecimento?
A existência, no seu âmago e essência, é a sua e minha respiração… ninguém respirará por ... mas quando a existência é combate de ti?

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