domingo, agosto 23, 2015

Desvanecer - Verbo.



‘Fujo de mim, Fujo de mim…?’

São rimas em que a ressaca esmorece e nunca desperta... ‘Antes casto que sóbrio’ –dita o provérbio imaginário -  Cartas por enviar cobertas de pó … - a realidade permanece cruel e distante, qual soneto num atroz silêncio. Destoar de mim? quem teme queimar um coração afogado?

Teimar:

Os Domingos teimam em ser eternos, prosseguem, devagar, desfazem-se em falsos versículos, meus tons de esperança cinzenta. Seria? "Meu delinear, decapitações frágeis de sentimentos, Sufocos de passado embalsamados em prosas de futuro.” Seria?

EM casas SEM portas - De que serve uma chave?! Chuva abençoada, deixa-me renascer como semente de bambu. Portadas de vida, de que nada me escorre – Coração pesado, farto de caminhar sem encontrar o seu destino – valetas. Rendo-me ao devaneio de mim. Estranhos sentimento. Hipnose escondida.

Se a lua procura redenção – quem seria eu para o negar?


“If you got to go somewhere,
Then you better go somewhere
far…”
EL VY - Return to the Moon”