Labirintos d'alma (verso 2)
Acordo e já adivinho o vinho, não descanso perante esta minha paixão - este meu manifesto de prisioneiro. Deixo os poemas recitar o medo deste meu segredo esquecido; esgoto a saudade, copo vazio. Podia ponderar dispensar um verso fosse eu seu mestre e não escravo; por isso dou-me a escravatura, a ausência, ao horizonte - será suficiente? -
(...)
(...)
O Barco cancela a viagem, agarro o volante e caminho, falho as trevas, entrego-me ao anjo medicinal. Adormeço e acordo distante! Meu retornar por fim desse caminho sem regresso para o qual juro não mais voltar. Estabeleço-me no rio que me navega a alma de criança e danço feliz sobre a noite despidas de cigarros. Adormeço cedo, calçado de fé!
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Poderia ser verdade?

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